Eleições 2022: Convenções partidárias são espetáculo de arrancada de campanhas eleitorais

Os partidos e coligações tem até hoje (05) para definir os nomes para concorrer aos cargos

05 de Agosto
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As convenções partidárias estão na boca do povo nesse momento decisivo para saber quem serão os candidatos que irão representar os partidos nas eleições de 2022. Os partidos e coligações tem até o dia 05 de agosto para definir os nomes para concorrer aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador, deputado federal, deputado estadual e distrital que devem ser registrados na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto.

 

De forma geral as convenções eventos de aprovação, homologação, que oficializam legal e politicamente os candidatos às eleições. Normalmente são o resultado das negociações e mobilizações dos líderes partidários visando obter a aprovação dos filiados. “Também pode ser um grande espetáculo para a 'arrancada' para a campanha. Havendo disputa por indicação na convenção o partido e suas candidaturas podem sair fortalecidos ou divididos e enfraquecidos para a disputa”, explica o cientista político Licério de Oliveira.

 

Os partidos e os seus diretórios são controlados por seus líderes, que normalmente fazem isso por décadas, durante grande parte das suas trajetórias políticas. É só conferir no município, depois no estado e no país. “Nesse caso, é comum vermos 'sempre os mesmos' se candidatando, porque têm o controle dos partidos e por consequência são os que têm força política e base eleitoral para disputar a eleição”, observa o cientista.

 

Ele exemplifica que no caso do Brasil isso é típico, pois temos como cultura e história política o culto ao personalismo, com base nas oligarquias locais e regionais que se articulam no país para dividir o poder e sempre fazer parte do governo de um jeito ou de outro. “Nas convenções esses líderes têm a maioria dos votos em caso de disputa com mais de uma candidatura ou o voto por aclamação quando candidato único. Para isso, a militância é fundamental em todos os meses do ano e principalmente além do período eleitoral para manter a base de apoio”.

 

Uma das formas de manter essa base, são os cargos comissionados espalhados às centenas de milhares em todos os espaços da máquina pública. Nas prefeituras, nos governos estaduais e federal, nos gabinetes de deputados e senadores, nas empresas públicas e em setores estratégicos das empresas privadas de onde vem boa parte dos políticos bons de grana. “Além é claro de uma boa assessoria de imprensa para estar sempre na mídia”, disse Licério.

 

O primeiro turno das eleições ocorrerá no dia 2 de outubro e, eventual segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.